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GRILO, Heitor Vinícius da Silveira
Secretário Geral de Agricultura, Indústria e Comércio

Na data de 24 de julho de 1902 nasceu o paranaense Heitor Vinícius da Silveira Grilo, filho de Sebastião Francisco Grilo e de Lúcia Maria Silveira Grilo. Em 1940, casou-se com a célebre poetisa e educadora Cecília Meireles, sua companheira durante 24 anos.

Havendo escolarizado-se no tradicional Colégio Pedro II, na sequência formou-se em 1920 Engenheiro Agrônomo pela Escola Superior de Agricultura. Vencedor do prêmio de viagem, pôde passar o ano seguinte na França aperfeiçoando seus estudos na Universidade de Montpellier e no Instituto Agrônomo de Paris. Data desta época as primeiras das suas muitas publicações e contribuições acadêmicas na área.

Retornado ao Brasil, começa a trabalhar para o Ministério da Agricultura no cargo técnico inicial de preparador do Instituto de Biologia Vegetal, subindo depois, via concurso, à posição de assistente-chefe desta mesma repartição.

Passa também a lecionar na Escola Nacional de Agronomia, ocupando a cadeira e depois a cátedra de Fitopatologia, onde foi pioneiro na montagem de um laboratório modelar e de um herbário e museu fitopatológicos, além de ministrar diversos cursos de extensão. Em 1937, é eleito pelo colegiado para a função de diretor desta faculdade. Imbuído da tarefa, é um dos principais articuladores da criação da atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Para planejar e executar a constituição daquele que viria a ser um dos principais centro de estudos agrônomos, foi empossado Diretor-Geral do Centro Nacional de Estudos e Pesquisas Agronômicas do Ministério da Agricultura entre 1941-44.

Em 1946, foi escolhido para chefiar a pasta da recém criada Secretaria Geral de Agricultura, Indústria e Comércio da prefeitura do Distrito Federal. Como Secretário, buscou regularizar o abastecimento da cidade, pondo fim às longas filas as quais se sujeitavam a população carioca. Suas principais medidas neste sentido foram o estímulo às granjas e hortas no entorno da Capital Federal e o tabelamento dos preços de bens primários. Junto ao governo federal, incentivou a criação de centro e postos de treinamento agro-pecuários, de forma a sanar a falta de mão de obra especializada. Após uma contenda com o então prefeito Mendes de Morais (1947-51) a respeito da compra de duas girafas para o Zoológico do Rio, incidindo diretamente no orçamento da Secretaria de Agricultura, Grilo pede em 1948 a exoneração do cargo. Volta a chefiar esta mesma secretaria nos anos 1951-52, assim como a integrar a Comissão de Preços.

Na sequência, em 1953, foi escolhido para representar o Ministério da Agricultura junto ao Conselho Nacional de Pesquisas (CNPQ). Por esta razão, é escolhido, dois anos depois, para o cargo de Vice-Presidente do CNPQ, função que exerce até 1956, e novamente de 1965 até a sua prematura morte em 1971.

Após a morte de sua companheira Cecília Meireles em 1964, ficou responsável por salvaguardar seu acervo e legado literário, trabalhando junto à editoras para a publicação de suas obras. Buscou igualmente preservar sua biblioteca e seus objetos na casa em que dividiam no bairro do Cosme Velho.

Dentre as associações em que tomou parte, destacam-se o Clube de Engenharia, a Sociedade Brasileira de Agronomia, e a Sociedade Nacional de Agricultura.

Vítima de um repentino infarto, veio a falecer no Rio de Janeiro em 26 de junho de 1971. Foi sepultado no mesmo jazigo de sua esposa.

Caio Mathias

Fontes

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