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CAPRIGLIONE, Luís Amadeu
Secretário Geral da Saúde e Assistência

O médico Luís Amadeu Capriglione nasceu 23 de setembro de 1901 no município de Mococa (SP), filho de Januário Capriglione e Conceta Define.

De sua interiorana cidade natal, transladou-se para a capital do estado de São Paulo onde cursou o Ginásio Nossa Senhora do Carmo; de lá saiu para a então Capital Federal, o Rio de Janeiro, onde concluiu os anos escolares no Externato do Colégio Pedro II. Em 1918 prosseguiu os estudos ao adentrar a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde formou-se em 1923.

Iniciou sua caminhada na profissão enquanto assistente de instituições como a Clínica Médica da Faculdade de Medicina, a Cruz Vermelha Brasileira e o Hospital São Francisco de Assis, trabalhando junto aos renomados Miguel Couto, Rocha Vaz e Maurício de Medeiros.

Além de atender em seu consultório próprio, foi médico-chefe do sanatório Casa de Santa Ignez entre 1932-34, e chefiou as clínicas médicas do Hospital da Gamboa e do Hospital Moncorvo Filho, referência nacional na área.

Construiu também ampla trajetória acadêmica, tornando-se catedrático de Clínica de Doenças Infecciosas e Tropicais da Faculdade Nacional de Medicina (1938), e de Clínica Médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1944), além de professor de Patologia Interna da Escola de Enfermagem Anna Nery desde 1929 e de Clínica Médica na Faculdade Nacional de Medicina.

Médico pessoal do casal Eurico Gaspar Dutra (1946-51) e Carmela Dutra durante o período em que este ocupava a Presidência da República, chegou a ser cotado para assumir a pasta ministerial de Saúde e Assistência em 1946-47, quando se aviltava a possibilidade de dividir o Ministério da Educação e Saúde. O plano de divisão, todavia, só veio a ocorrer em 1953 durante o governo de Getúlio Vargas.

Filiado ao Partido Social Progressista (PSP) desde o retorno das organizações partidárias à cena nacional em 1946, chegou a ser o Secretário de seu conselho Nacional no começo dos anos 1950. No interior da agremiação, foi também candidato a representante do partido na eleição a Vice-Presidência do país em 1950 nas primárias partidárias que viriam a escolher João Café Filho (1954-55), feito presidente após o suicídio de Getúlio Vargas.

Em setembro de 1947, foi escolhido Secretário Geral de Saúde e Assistência do Distrito Federal. Seu período à frente da pasta, apesar de breve, foi de grande influência na cidade em razão dos célebres Comandos Sanitários, projeto higienista de fiscalização e vistoria de diversos estabelecimentos comerciais cariocas. Em função da ampla cobertura da mídia à iniciativa, Capriglione entrou em choque com o então prefeito Ângelo Mendes de Moraes (1947-51), levando ao seu pedido de exoneração junto com o Diretor Geral de Higiene e Assistência Pública Guilherme Ribeiro Romano em fevereiro de 1948 e causando verdadeiro alvoroço político na administração municipal.

Em reconhecimento à sua contribuição na área foi eleito em 1940 para a Academia Nacional de Medicina (ANM), ocupando a cadeira de número 16. Foi também membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.

Vítima de um mal súbito cardíaco, veio a falecer em 20 de setembro de 1953, no Rio de Janeiro. Após ser velado na ANM, seus restos mortais sepultados no Cemitério São João Baptista. Deixou viúva Anna Gimol B. Capriglione.

Como homenagem, seu nome foi dado ao Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE) e a uma rua no bairro de Itanhangá.

Caio Mathias

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